Centro de Medicina Psicossomática e Psicologia Médica
Hospital Geral da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro

Resumo de Reunião Clínica
 
 Data Supervisor
 26.09.2013 Dr. Decio Tenenbaum

Um homem de pouco mais de cinquenta anos, encaminhado ao ambulatório de Psicologia Médica com o diagnóstico de depressão e que não deu início ao tratamento, voltou a procurar atendimento com a mesma terapeuta, desta vez com queixas de sofrer de síndrome do pânico, apatia, intensa preocupação em relação ao seu futuro e episódios de ansiedade de cunho hipocondríaco. Alegou que problemas no trabalho o impediram de comparecer as sessões como se estivesse em tratamento embora não o tivesse iniciado. Seu relato sobre os problemas que teriam impedido seu comparecimento foi ambíguo: ora dizia-se sobrecarregado ora dava a impressão de que estava envolvido em problemas legais. Também foi ambíguo ao falar de sua situação profissional e de seus problemas familiares. Por apresentar um discurso que parecia previamente arranjado deu a impressão de não estar sendo sincero em relação aos seus objetivos com o tratamento e simulando suas queixas. O paciente continua em tratamento.

Dando-se continuidade ao que foi previamente discutido em 02.05.2013, examinaram-se as dificuldades na construção do diálogo clínico.


















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