Centro de Medicina Psicossomática e Psicologia Médicaca
Hospital Geral da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro

Resumo da Reunião Clínica
 
 Data Supervisor
06.09.2012 Dr. Giorgio Trotto
Uma senhora de quase oitenta anos foi encaminhada para acompanhamento ambulatorial pela
Psicologia Médica com o diagnóstico inicial de síndrome depressivo-ansiosa. Viúva há quase
dois anos, tem filhos casados e netos. Seu falecido marido faleceu de um câncer de longa
duração e era esquizofrênico (sic).
Na entrevista inicial, a paciente lamentou que seus filhos não se entendem entre si,
que o filho não conseguiu se desenvolver profissionalmente e que a filha acabou de
receber o diagnóstico de câncer. Além disso, ela acha que eles estão se afastando dela.
Desde o falecimento do marido vive só em casa. Característicamente, inicia toda sessão
dizendo ter esquecido de dizer algo na sessão anterior.
Em poucas consultas voltou a se interessar nas atividades do clube que sempre frequentara e
que havia se desinteressado. A paciente continua em tratamento.

Inicialmente, discutiu-se o diagnóstico com o qual a paciente foi encaminhada, pois foi
ressaltado que a demência senil costuma iniciar com quadros assim, de aparência depressiva,
e no qual o paciente ainda apresenta consciência dos esquecimentos e do próprio retraimento.
Em seguida, foram debateu-se os objetivos terapêuticos nesses casos, assinalando-se o
papel revitalizante do diálogo e da presença.

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