Centro de Medicina Psicossomática e Psicologia Médicaca
Hospital Geral da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro

Resumo da Reunião Clínica
 
 Data Supervisor
28.06.2012 Dr. Giorgio Trotto

Uma mulher de 20 anos, casada, veio encaminhada com o diagnóstico de esclerose múltipla, cujo sintoma principal é fraqueza nos membros inferiores. A paciente etá sem conseguir andar há 2 anos. Na internação, os exames, tanto físico quanto laboratoriais, não evidenciaram nenhuma alteração neurológica, razão pela qual o acompanhamento pela Psicologia Médica foi inciado. Poucos dias depois de iniciar o relato sobre a difícil infância em decorrência de alcoolismo paterno e maus tratos maternos, a paciente começou a apresentar sinais de melhora e, em mais alguns dias, voltou a andar. A paciente não recebeu nenhum tratamento medicamentoso. Saiu de alta assintomática, mas não demonstrou nenhum interesse em dar continuidade ao tratamento em regime ambulatorial.

Discutiu-se, inicialmente, o diagnóstico diferencial entre esclerose múltipla e histeria de conversão. Em seguida, procedeu-se ao exame do breve e quase miraculoso tratamento, cujo sucesso foi entendido uma “fuga para a saúde".

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