Centro de Medicina Psicossomática e Psicologia Médicaca
Hospital Geral da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro

Resumo da Reunião Clínica
 
 Data Supervisor
26.04.2012 Dr. Giorgio Trotto

Uma mulher de quase quarenta anos, de aparência envelhecida e fisionomia de sofrimento crônico, foi encaminhada recentemente para tratamento pela Psicologia Médica com uma queixa de enxaqueca há vários anos, cuja investigação neurológica foi negativa. Casada há mais de vinte anos, com filhos e netos, disse ter-se casado ainda jovem para fugir de um pai alcoólatra e de uma mãe submissa. Seu marido tornou-se ele também um alcoólatra que a maltrata com humilhações, descaso e uma desconfiança que se expressa através de frequentes insinuações sobre a fidelidade conjugal dela. Vem fazendo uso de medicação ansiolítica e antidepressiva sem melhora.

A partir da característica emocional do relato da terapeuta, discutiu-se, primeiramente, o impacto emocional que pacientes cronicamente infelizes e socialmente desamparados costumam provocar. Em seguida, foram apresentadas algumas hipóteses sobre a psicofisiopatologia da enxaqueca.

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