Centro de Medicina Psicossomática e Psicologia Médicaca
Hospital Geral da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro

Resumo da Reunião Clínica
 
 Data Supervisor
29.09.11 Dr. Giorgio Trotto
Uma mulher de pouco mais de 20 anos, solteira, foi encaminhada para tratamento ambulatorial por apresentar-se ansiosa, irritadiça e com crises de choro em decorrência de uma chateação no trabalho há aproximadamente um mês. Nascida prematuramente com 8 meses de gestação, aos 14 anos foi diagnosticada como portadora de um retardo mental leve. Concluiu o segundo grau sem reprovação e ainda não apresentou nenhuma dificuldade cognitiva em seu trabalho. O quadro psicológico atual da paciente teve início logo após um colega de trabalho ter se mostrado interessado nela. A paciente continua em tratamento, no qual nunca demonstrou nenhuma dificuldade cognitiva. Por outro lado, demonstra grande dificuldade com a experiência afetiva.

Discutiu-se o diagnóstico diferencial entre oligofrenia, a deficiência mental de origem orgânica, e o deficit psicológico decorrente da incapacidade de processar certas experiências. Na discussão do caso apresentado foi unânime que a deficiência apresentada pela paciente era devida a existência de lacunas cognitivas relacionadas com a experiência afetiva. Foi também lembrado que a existência desse tipo de lacuna cognitiva se expressa psicopatologicamente em graus variados de embotamento afetivo.

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