Centro de Medicina Psicossomática e Psicologia Médicaca
Hospital Geral da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro

Resumo da Reunião Clínica
 
 Data Supervisor
22.09.11 Dr. Decio Tenenbaum
Uma mulher de quase 50 anos, viúva há 3, com uma terrível história de vida que inclui ter sido a única filha criada na casa de estranhos, estupro e abortos na adolescência, casamento com violência física e a perda de 2 filhos envolvidos com a criminalidade, foi encaminhada para tratamento psicológico ambulatorial com o membro da equipe de Psicologia Médica associada à enfermaria. Sem nenhuma queixa específica, a paciente dizia-se apenas confusa, sem saber o que fazer da vida desde a morte do marido e com fala e mímica completamente sem emoções. A paciente continua em tratamento.

A discussão foi iniciada pela distinção entre os objetivos do trabalho da Psicologia Médica na enfermaria, sempre voltados para o espaço intermediário da assistência, no qual estão incluídos todos os envolvidos no tratamento do doente internado, e os objetivos do trabalho psicoterápico, sempre voltados para a vida mental do paciente. Passando-se ao exame do caso propriamente dito, debateu-se longamente os objetivos terapêuticos e as estratégias clínicas adequados ao caso apresentado, cuja característica mais marcante era o extremo embotamento afetivo da paciente, praticamente uma anestesia emocional, que só ocorre em situações extremas que ultrapassam a capacidade do ego elaborar as experiências vividas.

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