Centro de Medicina Psicossomática e Psicologia Médicaca
Hospital Geral da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro

Resumo da Reunião Clínica
 
 Data Supervisor
01.09.11 Dr. Giorgio Trotto
Um homem de pouco mais de 50 anos, casado, foi encaminhado para acompanhamento ambulatorial pela Psicologia Médica por estar deprimido. Portador de HIV há mais de 20 anos e de doença de Parkinson há 8 anos, apresentava sérias dificuldades motoras, estava praticamente incapaz de deambular e com grandes dificuldades de falar, além desanimado e desesperançado, ao iniciar o tratamento psicológico, embora seguisse regularmente seu tratamento medicamentoso e fisioterápico. Contaminou-se com o HIV com pouco mais de 20 anos ao iniciar sua vida sexual em bordéis, com mulheres e homens. Na época havia procurado tratamento psicológico por sentir-se inibido e sexualmente inseguro e foi estimulado por seu psicólogo a “ir a campo para se encontrar”. Mais tarde, tornou-se evangélico, casou-se e viveu sem problemas até o aparecimento do parkinsonismo, que o obrigou a se aposentar. O paciente apresentou uma rápida melhora do estado de humor e da motricidade com apenas poucas consultas e continua em tratamento.

Observando-se que a rápida mudança do estado de ânimo do paciente foi acompanhada pela melhora da sintomatologia motora e posterior ao início da psicoterapia, discutiu-se os efeitos terapêuticos do vínculo e os efeitos simbólicos das palavras. Em seguida, abordou-se a iatrogenia e a corrupção do ato terapêutico.

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