Centro de Medicina Psicossomática e Psicologia Médicaca
Hospital Geral da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro

Resumo da Reunião Clínica
 
 Data Supervisor
25.08.11 Dr. Giorgio Trotto
Uma mulher de pouco mais de 20 anos, solteira, foi encaminhada para acompanhamento ambulatorial por ser portadora de esclerose múltipla e estar triste. A doença foi diagnosticada há pouco mais de 2 anos, quando ela estava se formando em um curso superior e apresentou parestesia nos membros superiores e perdeu os movimentos dos membros inferiores. Conseguiu a remissão sintomatológica com o uso de medicação e interrompeu o tratamento por achar-se curada. Há poucos meses voltou a sentir os braços dormentes e reiniciou o tratamento pouco depois de a irmã sofrer um aborto espontâneo e quase falecer em virtude da extensa hemorragia que apresentou. A irmã é portadora de lúpus eritematoso desde a adolescência, a mãe apresentou um episódio de depressão grave ao separar-se do marido há muitos anos atrás e, posteriormente, desenvolveu um quadro de obesidade mórbida. O pai da paciente é usuário de drogas há muitos anos. A paciente tem uma tia também portadora de doença auto-imune.
A partir da constatação de que situações de vida (formatura, aborto da irmã) funcionam como agentes estressores para essa paciente, discutiu-se o objetivo terapêutico da Psicologia Médica neste caso: diminuir o estresse relacionado com a consciência da doença e aumentar a capacidade da paciente enfrentar as situações da própria vida. Ambos são realizados ampliando-se a capacidade egóica da paciente.

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