Centro de Medicina Psicossomática e Psicologia Médicaca
Hospital Geral da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro

Resumo da Reunião Clínica
 
 Data Supervisor
12.05.2011 Dr. Abram Eksterman
Um homem de 40 anos, alcoolista de longa data e portador de cirrose hepática, foi internado com um quadro clínico de dispnéia aos pequenos esforços, edema de membros inferiores, ascite e dor difusa. Seu atendimento pela Psicologia Médica foi solicitado pela enfermagem por ser ele um paciente difícil, que estava sempre colocando dificuldade em tudo que lhe era solicitado ou em todo procedimento que deveria realizar. Como era de se esperar, reagiu mal, ficando arredio e desconfiado, ao primeiro contato do membro da equipe de Psicologia Médica associada à enfermaria. Mas, conseguiu aceitar exame e relatou que seus problemas clínicos datam de 3 meses, mas que tudo teria começado há 2 anos quando teve um baque financeiro e sua mulher reagiu mal: começaram a brigar e pouco tempo depois ela saiu intempestivamente de casa levando o filho do casal. Ao retornar para a segunda consulta, a psicóloga foi informada de que o paciente recebera alta para dar continuidade a seu tratamento em regime ambulatorial após ter sido clinicamente equilibrado. Poucos dias depois o paciente foi reinternado após ter passado mal em casa. Estava mais dispnéico, mal conseguindo falar, e sua ascite havia aumentado. Seu estado é grave e sua única possibilidade terapêutica é o transplante hepático. O paciente continua internado.

Por tratar-se de paciente que está praticamente fora de possibilidades terapêuticas, com risco de morte iminente, discutiu-se sobre os aspectos contratransferenciais do atendimento a um paciente neste estado.

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