Centro de Medicina Psicossomática e Psicologia Médicaca
Hospital Geral da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro

Resumo da Reunião Clínica
 
 Data Supervisor
07.04.2011 Dr. Decio Tenenbaum
Uma mulher de pouco mais de 30 anos, professora do ensino fundamental, viúva e sem filhos, foi encaminhada para acompanhamento ambulatorial com o diagnóstico de depressão. Relatou que o marido, com quem estava casada há pouco mais de 6 meses, faleceu de um câncer fulminante há 5 meses. Desde então perdeu o interesse pela vida, não tendo ânimo para nada. Vivia com o marido em um estado da região nordeste do país. Após o falecimento veio visitar parentes no Rio e não consegue voltar. Informou ainda que aos 5 anos os pais se separaram e ela foi deixada aos cuidados da avó para cada um poder constituir nova família. A partir de então pouco viu a mãe e só voltou a ver o pai uma vez, na adolescência. Após o falecimento desta avó, há 5 anos, o avô, ela, uma irmã e uma sobrinha pequena, filha de seu irmão que é cuidada por ela desde o nascimento, mudaram-se para o nordeste, onde a paciente veio a conhecer o futuro marido e concluiu o curso profissionalizante. A paciente continua em tratamento.

A partir do diagnóstico de que a paciente estava apresentando dificuldades em levar adiante o processo de luto, origem dos sintomas depressivos, e correndo risco de desenvolver um quadro de luto patológico, discutiu-se, inicialmente a relação entre o quadro clínico apresentado pela paciente, suas experiências de perda de pessoas significativas e as repetidas experiências de rejeição por parte de pessoas também significativas. Finalmente, alguns aspectos do processo terapêutico, como o objetivo e o limite, foram abordados.

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