Centro de Medicina Psicossomática e Psicologia Médicaca
Hospital Geral da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro

Resumo da Reunião Clínica
 
 Data Supervisor
17.06.2010 Dr. Decio Tenenbaum

Uma mulher de quase 50 anos, casada, mãe de 3 filhos e avó de 2 netos, em tratamento ambulatorial de líquen simples crônico, foi encaminhada para tratamento psicoterápico devido ao intenso prurido acompanhado de ansiedade. Relatou que sua doença se iniciou há 2 anos, logo após a separação da filha caçula, que aos 17 anos engravidou e foi viver com o namorado, de quem se separou 3 anos depois com um filho de 1 ano. Disse ter ficado muito decepcionada com essa filha, única a lhe trazer problemas e desgosto. Vive completamente envolvida na criação desse neto, em constante atrito com a filha. Antes procurar a dermatologia, iniciou tratamento homeopático, que não deu continuidade porque achou que piorou com a medicação que lhe foi prescrita. O mesmo ocorreu com o tratamento psicofarmacológico iniciado na mesma época. Resolveu procurar ajuda psicológica por insistência da sua médica, teve apenas três consultas e interrompeu o tratamento psicológico e também o dermatológico.

A discussão girou em torno da seguinte pergunta: Como abordar uma mulher que, em plena crise da meia idade, em franca competição com a filha que está iniciando a vida amorosa, abre um quadro dermatológico cujo principal sintoma – prurido generalizado – tem um forte colorido masturbatório e nas entrevistas iniciais demonstra não ter disponibilidade interna para se tratar?

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