Centro de Medicina Psicossomática e Psicologia Médica
Hospital Geral da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro

 

Resumo de Reunião Clínica
 
 Data Supervisora
15.03.2007 Dra. Anna Sanders Quental

Uma mulher de pouco mais de 40 anos, casada e mãe de 2 filhas, internou-se para submeter-se à retirada de um osteoma na região frontal. Na época de sua menarca apresentou alguns desmaios que desapareceram com uso de medicação após ter sido diagnosticada como portadora de disritmia cerebral. Os desmaios reapareceram na época do seu casamento e voltaram a sumir algum tempo depois. Poucos anos mais tarde notou um pequeno caroço em sua testa, mas não deu muita importância na época. Com o crescimento do mesmo procurou assistência médica e a cirurgia foi indicada depois que as dores de cabeça se tornaram muito fortes e freqüentes. A paciente tinha uma fantasia de que o caroço em sua testa estava relacionado a uma queda que sofrera em sua infância e que, inconscientemente, responsabilizava sua mãe.
Pessoa muito simples, sorridente e brincalhona, a paciente mostrou-se muito interessada pelo atendimento da Psicologia Médica. Falava, sempre positivamente, de quase tudo: do seu passado, do seu casamento, da relação com suas filhas, menos dos temas relacionados à sua doença e cirurgia. Suas queixas, repetidas algumas vezes, estavam relacionadas à educação que recebeu de sua mãe. Evitava falar de sua doença e futura cirurgia, e reagia mal quando esses assuntos eram abordados pela psicóloga que a estava atendendo. Desenvolveu um interesse pessoal e erotizado pela psicóloga que a estava atendendo.

A parte inicial da discussão do caso foi dedicada aos aspectos técnicos do diálogo terapêutico e aos objetivos do mesmo em Psicologia Médica. Em seguida, discutiu-se o aspecto defensivo do vínculo erótico que a paciente construiu com sua terapeuta, e que também era utilizado com o pai, com o marido e com as filhas.

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